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| 2009-11-06, 0:58 AM | |
INTRODUÇAO
Vinho produzido na região de Setúbal da casta Moscatel de Setúbal . Estágio de 60 meses em carvalho francês, de côr ambar. Aroma muito fino e elegante, predominando o mel, fruta cristalizada, casca de laranja e especiarias. Paladar cheio e muito complexo. Vinho produzido na região de Setúbal da casta Moscatel de Setúbal . Estágio de 60 meses em carvalho francês, de côr ambar. Aroma muito fino e elegante, predominando o mel, fruta cristalizada, casca de laranja e especiarias. Paladar cheio e muito complexo.
VINHO
O respeito pela tradição, equilibrado por vagas cíclicas de pioneirismo e criatividade é, certamente, um dos traços de maior valor, porventura o que mais evidencia a história da vitivinicultura da península de Setúbal, quando comparada com as das outras regiões vitícolas do País. A criação das novas Denominações de Origem para os vinhos não generosos, começa a dar os seus primeiros frutos, prestigiando a forte personalidade regional dos vinhos tintos e brancos. Os vinhos brancos adquirem visibilidade e já atingem uma percentagem significativa da produção.
Evidentemente que a produção dos vinhos da península de Setúbal não segue fórmulas originais. Utilizam-se as técnicas basicamente idênticas em todas as regiões vinícolas do Mundo, que aqui os enólogos adaptam de formas diferentes, em cada adega, em cada vindima, para cada casta, e muitas vezes para cada vinha. PRODUTORES
Marquês de Sabugosa; José Maria dos Santos; José Maria e Fonseca, Abel Pereira da Fonseca, homens a quem a região e os seus vinhos muito devem. Mas não são únicos. Pelo seu génio prolongaram e engrandeceram a actividade que milhares de anónimos desenvolveram durante muitos séculos esta nobre actividade vitivinícola. Os primeiros foram os mouros que, apesar de interditos pela religião de consumirem vinho, já nesta região se dedicavam à sua produção. Seguiram-se-lhes muita da população que se fixou nestas terras, como o confirmam as muitas referências existentes em legislação vária e outros documentos guardados na Torre do Tombo, ou o contributo dado em inícios dos século XIX pela mão de obra dos Caramelos, oriundos da zona de Aveiro. Destaque ainda para o decreto real de 10 de Maio de 1907, em que a região de produção dos vinhos generosos de Setúbal, se torna a primeira denominação de origem oficial localizada na Península de Setúbal . Pedaços de uma história rica de séculos de que a Região se orgulha, que tenta não deixar cair no esquecimento e faz o seu melhor para lhe dar continuidade.
REGIÃO
Com duas áreas distintas quer em solos, quer em clima, a região caracteriza-se pela versatilidade em produzir os mais diversos tipos de vinhos. Na área, situada junto à serra da Arrábida predominam solos argilo-calcários e um clima ameno. Aqui nasceu a denominação de origem Arrábida (agora integrada no novo V.Q.P.R.D. Palmela) e parte da D.O.C. Setúbal. É a mais vocacionada para os vinhos generosos de maior qualidade, os "Setúbal" com indicação de idade ou de colheita, para os brancos de castas típicas de zonas mais frias, e para tintos de castas menos adaptadas aos terrenos arenosos e aos climas muito quentesNa zona plana, que representa mais de 80% da área total da península, os solos são fundamentalmente arenosos e as amplitudes térmicas são maiores do que na primeira. É onde a vinha mais se tem expandido e encontramos as melhores condições para a produção de vinhos tintos mais encorpados.
Classificação: D.O.C Tipo: Generoso Região: Península de Setúbal Castas: Moscatel Tipo de solo: Argilo-calcário Produção de vinho: 870.000 litros Cor: topázio com laivo avermelhados Aroma: Casca de laranja e alperce Paladar: muito frutado, suave e elegante Final de Prova: Prolongado Vinificação: Fermentação pára por adição de aguardente vínica , e tem uma maceração pelicular de cinco meses. Envelhecimento: Em cascos de madeira usada . Sem estagio de garrafa pois não evolui após o engarrafamento. Teor de álcool: 17,8%Acidez total: 4,1gr/l ácido tartárico pH: 3,48 Açucares Redutores: 145gr/l Modo de servir: como aperitivo á temperatura de 10ºC como um vinho de sobremesa ou digestivo a 16ºC Conservação em cave particular: garrafa ao alto a uma temperatura ambiente de 12ºC e humidade de 60% Longevidade prevista : largos anos.
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